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LIVROS (E AUTORES) QUE VOCÊ MERECE CONHECER
(Títulos em ordem alfabética)

Albert Camus
A QUEDA (La chute), 1956.
Tudo se passa num bar da Holanda, onde o personagem-narrador faz um retrato corajosamente verdadeiro de si mesmo, além de confessar que não havia tentado impedir o suicídio de uma jovem, que saltara de uma das pontes de Paris.

Diversos autores
AS MIL E UMA NOITES. Coletânea de narrativas que antecipa inúmeras correntes literárias. Surreal, mágico, cruel. Mas sempre fascinante.

Miguel de Cervantes
DOM QUIXOTE, 1605/1615.
Não adianta dizer que conhece. É preciso ler. Genialidade, ironia, aventuras desastradas ou que mal acontecem, tudo nele parece ser pitoresco, mas não mágico: o mundo ali é real. A pureza dos ideais de um velho insano e instável pretendendo salvar o mundo nos enternece e faz pensar. Um divisor de águas: o fim das novelas de cavalaria, o fim da ingenuidade, o fim de uma era.

José Saramago
MANUAL DE PINTURA E CALIGRAFIA, 1977.
Simples e humano, belo justamente por isso. Um artista sem talento percebendo e assimilando pouco a pouco sua condição de fracassado. Momentos de inesperada genialidade.

Machado de Assis
MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS, 1882.
Clássico muito conhecido, com toda razão de ser. Amargura, humor, ousadia. Mas, acima de tudo, inteligência.

Carl Gustav Jung
MEMÓRIAS, SONHOS E REFLEXÕES, 1961.
Oportunidade de conhecer a trajetória e a visão de mundo de um dos maiores nomes da ciência do século XX. Por sorte, sua capacidade de nos encantar com as palavras só contribui para admirarmos esse pensador especial.

J. D. Salinger
O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO (The catcher in the rye), 1951.
Fluente, irônico, depressivo e verdadeiro: um jovem sensível e inteligente, a um passo do abismo, no caminho de volta para casa por não ter se adaptado à escola. O personagem nos faz pensar que não deveríamos nos adaptar a nada, e sim mostrar nossas verdadeiras opiniões. Por causa desse livro, Mark Chapman alegou ter assassinado John Lennon. Pense o que quiser.

Albert Camus
O ESTRANGEIRO (L´étranger), 1942.
Uma maneira ousada e perturbadora de se ver o mundo. O personagem central é cativante em sua neutralidade. Culpou o sol pelo assassinato de um homem e acabou sendo condenado por não ter chorado no enterro da mãe. Tão real que chega ao absurdo antes que possamos perceber.

Carl Sagan
O MUNDO ASSOMBRADO PELOS DEMÔNIOS (The demon-haunted world), 1995.
Uma lição de lucidez, inteligência, paixão pela vida e defesa da integridade das posições assumidas pela ciência.

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