| FILMES QUE VALEM SEU TEMPO |
(Títulos em ordem alfabética)
A BRUXA DE BLAIR (The Blair Witch Project) de Daniel Myrick e Eduardo Sánchez. EUA, 1999. Acredite se quiser: não há como não se envolver com a crescente sensação de estarmos perdidos. A esperança vai se desgastando aos poucos, desperta medos inconscientes que todos nós trazemos naturalmente da infância. Final digno de um autêntico pesadelo.
A ESCOLHA DE SOFIA (Sophie´s choice) de Alan J. Pakula. EUA, 1982. Um jovem aprendiz de escritor vive, sem querer, uma experiência de transição para sua maturidade pessoal e artística. O tema nazismo-holocausto certamente foi muito explorado pelo cinema. Mas esse filme nos conduz a momentos de poesia (literalmente citada) e estados de ternura. O final surpreendente nos faz refletir sobre a condição humana, a fragilidade da vida, e nos convida a observar com outros olhos ou, ao menos, com maior carinho as escolhas daqueles a quem censuramos só por não podermos compreendê-los inteiramente.
AMADEUS (Amadeus) de Milos Forman. EUA, 1984.
Baseado (apenas baseado) na história dos compositores Mozart e Salieri. Sequências primorosas, por vezes arrebatadoras. Tecnicamente perfeito. Um profundo questionamento sobre a arte, o engenho humano, o talento natural e as pretensões da vaidade. A música é parte integrante da narrativa. Final inquietante.
LADRÕES DE BICICLETA (Ladri di biciclette) de Vittorio De Sica. Itália, 1948. Real e sensível. Bruto e sentimental. Pai e filho em busca de algo que aparentemente ninguém poderá lhes repor. O diretor nos faz viver com eles todas as desesperanças, a ansiedade, aquela sensação onírica, que parece real, de quase conseguirmos algo. Crítico e comovente.
LARANJA MECÂNICA (A clockwork orange) de Stanley Kubrick. Reino Unido, 1971. Não se importe com a violência, ela é comum nas produções cinematográficas. Esse filme é criativo, intrigante, questionador.
MINHA VIDA DE CACHORRO (Mitt liv som hund) de Lasse Hallström. Suécia, 1985. Um menino que se torna o herói de si mesmo. A vida mostrada de maneira simples e sem apelações. Momentos de extrema sensibilidade e beleza. Tente não se comover.
O SHOW DE TRUMAN (The Truman Show) de Peter Weir. EUA, 1998. Impressionante metáfora de nosso tempo, na trilha das insinuações proféticas de George Orwell. O antigo mito do criador e da criatura. O autor nos ensina que aceitamos a realidade tal como ela nos é apresentada, por isso não suspeitamos de algo mais. Um filme único em seu gênero. Felizmente não tem segunda parte.
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