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DICAS DE SUA LÍNGUA
(em construção)

Meio-dia e meia (hora). E não meio-dia e meio (dia), porque se refere à metade de um dia mais meia hora. (Meio-dia e meio seria um dia inteiro: meio dia mais meio dia.)

Por quê? Porque sim.

Esqueça o por que para perguntas e o porque das respostas: pode não funcionar sempre. Na canção Esquinas, os versos de Djavan: Só eu sei as esquinas por que passei... não sugerem uma pergunta. Nesse caso, o por que equivale a pelas quais.
Pense em dois elementos distintos: por + que correspondem a outros dois elementos, pelas + quais.
Quando puder ser substituído pela ideia de por qual razão, por qual motivo, será sempre composto por dois elementos, como no exemplo anterior.
Por que você não veio? equivale a: Por qual razão (ou motivo) você não veio?
O encontro foi adiado, mas ninguém sabe por quê. (não é uma pergunta, observe) equivale a: O encontro foi adiado, mas ninguém sabe por qual razão (ou motivo).
(Pense em por qual, não em por que, para que a dúvida não permaneça. A razão disso é que, nesse caso, não há como errar na língua falada, só na escrita.)
Observe também que, quando ocorre no final da frase, o por que deve ser acentuado. É o mesmo por que, não é outro. É que a palavra que é um monossílabo tônico e deve ser acentuada graficamente quando estiver no final de uma frase: Você tem sede de quê? Você tem fome de quê?

Porque explica alguma coisa (o que não ocorre com por que): Não chegou a tempo porque o ônibus atrasou. Não houve jogo porque choveu. Nesse caso, não podemos substituí-lo mentalmente pela expressão por qual razão, por qual motivo, não funciona.

Porquê (viu que é acentuado?) é um substantivo como os outros, uma forma fixa, tanto quanto sofá ou café. Significa razão, motivo: Não entendemos o porquê da confusão.
É o único que aceita plural e artigo: as razões, os motivos, os porquês.

Usando nomes de números

A simples sequência 1, 2, 3... já subentende o infinito, não há como detê-la.
Por isso, para dar nomes a grandes porções numéricas, convencionamos um limite e, a partir daí, usamos a nomenclatura científica, que tem como referência o número 10 elevado a alguma potência: 10 elevado a 48, por exemplo. (O infinito pressupõe uma quantidade de palavras também infinita para nomear cada grupo específico e isso, claro, não é possível.)

Observe a nomenclatura abaixo:

um . . . . . . .1
dez . . . . . ..10
cem . . . . . .100
mil . . . . . . .1.000
milhão . . . ..1.000.000
bilhão . . . . .1.000.000.000
trilhão . . . . 1.000.000.000.000
quatrilhão .. 1.000.000.000.000.000
quintilhão . . 1.000.000.000.000.000.000
sextilhão . . 1.000.000.000.000.000.000.000
setilhão . . . 1.000.000.000.000.000.000.000.000
octilhão . . . 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000
nonilhão . . . 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000
decilhão . . . 1.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000

...ou seja, 10 elevado a 33 – para simplificar este último.

Quando você encontrar palavras como zilhão, lembre-se de que ela apenas expressa um coloquialismo, uma maneira informal de dizer que se trata de uma quantidade muito grande. Pode aparecer na língua falada, em tiras de quadrinhos ou qualquer outra proposta que aceite esse tipo de linguagem, mas não significa propriamente um determinado número.

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