
“Como vocês veem, as inscrições na sepultura muito antiga ainda podem ser lidas. Este crânio que tenho em mãos, apesar de coberto por esta substância cinzento-escura, conserva-se praticamente intacto, mesmo após tanto tempo, o que pode ser atribuído às condições do solo local. O estranho nisso tudo é que… É que ele parece ter ampliado o sorriso, observem. Comparem com essa primeira imagem. Estão vendo? Ele o mantém assim desde que pronunciamos o seu nome, algo inusitado e que ainda não nos foi possível explicar. Alguém arrisca um palpite?”
Um estudante pálido, timidamente um dedo.
“Talvez a sensação de estar sendo amado.”
Lisette Maris em seu endereço de inverno – Guia de leitura
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Imagem: Paul Klee. Morte e fogo. 1940.

