Categoria Lisette Maris

Lisette Maris. Caminhar, como faço agora (6/15)

Às vezes é preciso viver sem esperanças, sem esperanças mesmo, continuar. Caminhar, como faço agora. Crescer, fatalmente. Gosto de acordar muito cedo e flagrar as casas fechadas, dentro das quais as pessoas se encontram ainda na faixa nevoenta que separa…

Lisette Maris. Objetos que se movem (4/15)

  Minha mãe, como os outros, impressiona-se muito com esses truques vagabundos que não nos ajudam em nada. Ela me abraça como há muito não faz, realizada e nervosa, contagiada pela euforia reinante, com o veneno do triunfo. Um casal…

Lisette Maris. Damares (2/15)

Seria capaz de qualquer sacrifício para que essa manhã jamais terminasse. Damares olha-me de frente, e seus olhos atiram-me uma lâmina de luz. A gárgula de caninos dourados prenuncia as presas ruidosas que investem contra a grade do jardim. Uma…

Lisette Maris. A escuna ancorada (1/15)

  Volto-me ao caminho, quero esquecer esse endereço por enquanto. Vou me encontrar com Damares. Tive sempre o gosto por estas histórias. Tanto e tão bem que finalmente perdi todo poder sobre mim mesmo.          – Fiódor M. Dostoiévski, Memórias…

Nós, os fortes, te agradecemos

Uma maneira secreta de aceitar e negar a nitidez do mundo, seus perigos, seu silêncio. Os ruídos que o revelam antes da música. Olhando entre a noite e as grades do Orquidário e seu bosque, outra vez o que me…