“Ora, Júlio, você é livre. Livre para tudo. Pois não vai o tempo dissolvê-lo como a todos, não é esse o jogo do futuro? Do que então podem ameaçá-lo?”
“Não sei, Pablo. Ainda falta algo. Não compreendo. Ainda não. O que acha, Cândido?”
“Vendo você aí, sentado nos degraus da escada, como se tudo estivesse bem, como se sua tranquilidade não servisse a disfarçar graves turbulências, eu diria que devesse apenas prosseguir com calma.”
“Com calma. O que quer dizer isso?”
“Envolver-se com o trabalho sem ficar imaginando coisas. Ficar com essa moça mesmo. Afinal, não se pode encontrar alguém na justa medida para nossas arbitrariedades.”