Categoria A seta de Verena

Modelos de cartas inúteis

Entendo a morte, quase a aceito, como indivíduo, cidadão e animal. O que não deixa de ser notável, pois os animais não aceitam a morte. Sobre a paz e a justiça que você menciona, creio que a inteligência, e não…

Autocondenação e conflitos continuados

  Não há conclusões, mas continuidade. Nenhum conflito encontra seu fim, mas permanece para o decurso de outras vidas. O JOVEM QUE LÊ. Incluir alusões gráficas a frontispícios. Talvez festões. Isso! Bordaduras, volutas… Não, não exageremos. O jovem que lê…

Dispensando a musa

Que não se referia, afinal, a uma guerra qualquer, mas ao meu próprio massacre. O herói extraviado. Os livros. Meus registros. Cadernos (II) – por que romanos?: 2 Newton considerava perdido todo tempo que não fosse dedicado ao conhecimento, à…

Mais um papel contra o vento

O mais é o dia de sol. O dia de sol. Acho que já senti isso antes. Uma sensação incômoda é ver que todos continuam seu afã cotidiano enquanto se está praticamente fora do círculo por algum motivo. A vantagem…

Três dos muitos senhores do mundo. Parte 1

  Era quase inteiramente calvo, ombros contraídos, e mais velho que seus comparsas. Pareceu-me vagamente conhecido, mas sua fisionomia tremulava em minha memória como aquelas palavras que nos escapam por muito tempo e ainda se mostram cinzentas, mesmo estando próximas…

Conquista-me ou te destruo

  Impressionava-me que todos parecessem satisfeitos consigo mesmos. Sempre sendo apenas o que eram, sempre um patamar abaixo do possível, sempre o medo de descobrirem sua força. Minha situação na Leôncio & Barradas Advocacia Ltda. não andava nada bem, depois…

Nada que não seja a vida

Não há prazer maior que a inteligência. É o privilégio de pensar o que dissolve os deuses, restitui-me os olhos, faz de mim um homem. Já pensei que o certo era trancar-me no quarto e escrever algo belo. Já pensei…

Sinais claros de estados obscuros

Assim, talvez, foi que minha querida Sylvia compôs sua canção da jovem louca. Fecho os olhos e a ouço escrevendo a mim: querido, por favor, não enlouqueça. “Por favor…”, disse educadamente a mulher grisalha de rosto rosado. “Pois não”, respondi…