Eu olhava ao fundo o retrato de Machado de Assis, menino de morro, ascensão social e exemplo que querem os outros como encarnação de seus métodos de controle, este à minha frente, eu considerava, se não finge tanto quanto eu, espera como todos que eu escreva por ele, que eu veja o que ele ainda não vê, que esclareça algo do ridículo mistério do qual somos parte, nós dois, agora mesmo, eu a ser cumprimentado, ele a cumprimentar-me, também de pé sobre a vida, sem suspeitar talvez de que eu era, como ainda sou, incapaz, tragicamente incapaz, de atinar com a mais simples das respostas.