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A morte exagerada de Paul McCartney

Com o boato obscuro, inicialmente anunciado por um radialista de Detroit, tratando da suposta morte do cantor Paul McCartney, um dos integrantes da banda britânica The Beatles, as campanhas de publicidade envolvendo os lançamentos de discos passaram também a alimentar essa mesma ideia, tão cara aos fãs e ao resto dos cidadãos – pois não há nada mais empolgante do que a morte de um ídolo, tanto para os que o amam quanto para os que o detestam.

Caçadores e virgens entre as estrelas

É que as estrelas que formam as constelações que vemos daqui também estão muito distantes umas das outras, em profundidades diferentes em relação ao nosso ângulo de visão. Mesmo assim, ao observar as mais brilhantes, encontramos formas e imagens conhecidas por nós – um caranguejo, um peixe ou um touro.

O ano em que me queiras

Nosso calendário é uma herança de Dionísio, um monge cita, supostamente conhecedor de astronomia e matemática, que vasculhou a história da civilização romana desde a data de sua fundação e estabeleceu a contagem dos anos a partir do nascimento de Cristo, que ele fixou, em 525, no ano 1.

O Bom Velhinho vende

Que empresa ou produto ou serviço não se beneficiaria da simpática e confiável imagem do Papai Noel? Quem não gosta do Papai Noel, levante a mão. Muito bem. Quanto à maioria...

Disney nos deixou órfãos

Nas longínquas terras da Califórnia, enquanto as equipes de um estúdio mágico trabalhavam num ousado projeto que viria a se chamar Fantasia, o bem-sucedido visionário Walter Elias mandava buscar sua mãe em Kansas City para que ela assistisse, em sessão particular, a alguns trechos prontos do episódio O aprendiz de feiticeiro.

Você, que não queria ler isto

Quem de nós nunca experimentou uma sensação de impotência, quase de amargura, ao adentrar uma biblioteca ou grande livraria e tomar consciência da proliferação de títulos e autores ali acumulados, os textos à espera de olhos que os percorram, os autores de inteligências que os admirem e até, quem sabe, tanto quanto os livreiros, de compradores que os troquem por um dinheirinho? A sensação de que você não passa de um inseto alfabetizado passeando por uma floresta formada em diversos países durante dezenas ou mesmo centenas de anos, como também toda a produção anual de novos frutos, flores e até excrementos, a certeza de que jamais lerá um centésimo sequer dos poetas do mundo, que dirá dos prosadores e dos médicos que preferiram enriquecer com livros sobre ginecologia e combate ao estresse, tudo isso sem contar os psicografados, como se ainda nunca fosse suficiente o número de autores vivos disputando nas prateleiras seu lugar à sombra.

O misterioso Paul Celan

Romeno de nascimento, Paul Antschel, na versão germânica, ou Ancel (cuja inversão de sílabas usou para definir seu pseudônimo), sobreviveu ao Holocausto. Mas nos campos de extermínio nazistas perdeu todos os outros a quem amava. Essa desgraça, como naturalmente se pode deduzir, marcou para sempre sua vida e sua obra.

Eu morri pela beleza – a arte de Emily Dickinson

Sim, a arte de Emily, a arte dos inéditos. Há outros casos curiosos de autores que não conseguiram publicar seus textos em vida. Talvez o mais conhecido para nós, de língua portuguesa, seja o poeta Fernando Pessoa, que em vida publicou seu poema Mensagem por ter sido classificado em um concurso literário – ele ficou em segundo lugar, perdendo para Vasco Reis. Conhece? Achei que não.

Carpe diem

Não pergunte, Leuconoe – é errado querer saber –
que fim os deuses reservam para mim ou para você.
Também não se apegue aos exatos cálculos babilônios.
É melhor sofrer o que quer que seja
do que saber se Júpiter determinou ou não invernos futuros
ou se faz deste o nosso último, este que impõe a força
do mar Tirrênio contra as rochas.