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A esperança lhe arranha a testa

Primavera. Uma esperança, não é? Outro lapso, claro. Vamos, vamos. As esperanças não são nada, lembra? Dia de sol ameno, correntes menos frias e temperatura média, facilitando-lhe afastar pensamentos idiotas desagradáveis enquanto lhe proporcionavam pensamentos idiotas agradáveis. Agosto ia ao…

Autocondenação e conflitos continuados

  Não há conclusões, mas continuidade. Nenhum conflito encontra seu fim, mas permanece para o decurso de outras vidas. O JOVEM QUE LÊ. Incluir alusões gráficas a frontispícios. Talvez festões. Isso! Bordaduras, volutas… Não, não exageremos. O jovem que lê…

Um dado de um jogo de dados

Desceu correndo as escadas, por pouco não tropeçando em Pablo e Cândido, que o fitavam com seu costumeiro sarcasmo de esfinge, incomodados por terem perturbado seu sossego. Você também provou de um veneno infalível, acreditou no que escrevi certa vez…

Dispensando a musa

Que não se referia, afinal, a uma guerra qualquer, mas ao meu próprio massacre. O herói extraviado. Os livros. Meus registros. Cadernos (II) – por que romanos?: 2 Newton considerava perdido todo tempo que não fosse dedicado ao conhecimento, à…

A um passo de seu rosto

Dedicava a ela, por mero machismo, o desfecho de seus duelos secretos. Sua parcela de ridículo triunfo. O bom menino em nome da classe humana. O fiel e medíocre representante da história e de tudo o que não queria mais…

Perto daquela estátua estranha

  “Também uma exposição retrospectiva de contemporâneos no outro pavilhão, olha só.” “Estranho…” “Estranho o quê?” “Se são contemporâneos, como pode ser retrospectiva?” “Que bobo. Nossa, mas que bobo. Não sei por que perco meu tempo com você.” “É a…

Um rosto aos 25 anos

Um ano além dos calendários previstos, que para ele passava a significar um século, uma espécie de período em que as horas não se definiam pela posição do sol, mas pela perspectiva de um encontro. Num momento de patético lirismo,…