O ano em que me queiras

Quanto a Cleópatra, esta sabia explorar a seu favor as diversas correntes da vida.
Júlio César era seu amante. O Nilo era seu relógio.

Uma  proposta de se evitar números neste texto parece esbarrar em algum sinal de impossibilidade. De qualquer forma, tentando ser o menos cansativo possível, vamos direto ao imperador Constantino, que, desde o Primeiro Concílio de Niceia, em 325, aderiu às ideias do cristianismo. Essa religião logo imposto à força ao povo romano e seria a religião predominante na Europa pelos sombrios séculos seguintes, como hoje sabemos. Mas Constantino não podia saber. Não podia saber que aqueles territórios ao norte se chamariam, definitivamente, Europa. Que os cristãos do futuro viriam a perseguir os não-cristãos. Que, depois de mil anos, isso tudo também passaria. Constantino não sabia que estava no ano 325.

Nosso calendário é uma herança de Dionísio, um monge cita (em Portugal, Dinis, o Pequeno ou o Humilde), supostamente conhecedor de astronomia e matemática, que vasculhou a história da civilização romana desde a data de sua fundação e estabeleceu a contagem dos anos a partir do nascimento de Cristo, que ele fixou, em 525, no ano 1. Mas Dionísio, dito o Humilde, não considerou um período de quatro anos durante os quais o imperador Augusto governara com seu nome verdadeiro, Otávio. Por isso, errou na conta. Seu calendário foi revisto pelo Papa Gregório 13, dez séculos depois, e… confirmado. O erro tornou-se oficial a partir de então. Esse, portanto, é o calendário gregoriano, que usamos hoje e que contradiz o que atestam os historiadores, comparando registros e eventos datados: Jesus nasceu antes de Cristo.

O  mesmo Gregório foi quem proibiu o livro de Copérnico (De revolutionibus orbium coelestium), no qual se declara que a Terra gira em torno do Sol, não o contrário. Mas como há um limite para o poder autoinstituído pelas autoridades clericais, o papa pôde oficializar um calendário, mas não pôde impedir o planeta Terra de obedecer a Copérnico. Mas isso já é outra história – a Terra continua girando em torno do Sol e, aos poucos, vai dando um jeito nisso tudo.

Antes  de todos esses cálculos, meio confiáveis, meio arbitrários, e dos equívocos e desmandos dos sábios eclesiásticos, usava-se o calendário juliano, sucessor do chamado calendário romano. Os romanos tinham dificuldades em identificar as mudanças das estações do ano – nós, brasileiros, sabemos bem como é isso. Assim, não era consenso estabelecer as datas de plantio, entre outras necessidades. Júlio César então pediu a sua namorada, Cleópatra, que emprestasse a folhinha usada lá na sua terra e que funcionava muito bem. Pronto, aí está Roma de calendário novo, agora sim – e o mês quintilis passou a se chamar julius, em homenagem a esse célebre tirano. Os egípcios, que foram os primeiros a se orientar pelo Sol para calcular o tempo, tinham como base as enchentes do rio Nilo, que chegavam todos os anos no mesmo dia, pois no norte da África não há correntes de ar úmido que desregulem tais ciclos. Quanto a Cleópatra, esta sabia explorar a seu favor as diversas correntes da vida. Júlio César era seu amante. O Nilo era seu relógio.

Sabemos que os árabes contam os anos a partir da Hégira, o episódio da fuga de Maomé para Yatrib (hoje Medina) em 622, e que os chineses, mantendo o mais antigo calendário ainda em uso, com bichos para a identificação de cada ano e para apadrinhar cada pessoa, adotaram, em nosso 1912, a datação ocidental para facilitar as relações comerciais. Outros povos têm outras datas, outras lendas, outras festas. De qualquer forma, cada cultura tem sua convenção, seu início e final de ano, seus eventos característicos, enquanto a Terra gira para todos nós à mesma velocidade.

Bem, mas afinal quando foi que este planeta começou a girar? Lá vamos nós de novo. Tomando por referência o calendário cristão, o arcebispo irlandês James Ussher, em seu estudo baseado no Livro do Gênesis e na duração da vida dos descendentes de Adão, calculou nada menos que a data da criação do mundo. O ano, 4004 a.C. Tudo começou num domingo, 27 de outubro, às nove da manhã. Sim, isso é que é precisão matemática, sem dúvida, embora algumas versões apontem para o 23 de outubro, às 15:30h. Mas não era bem um domingo de sol, se é que o pudéssemos ter visualizado assim. Ainda não havia o Sol.

Essa talvez tenha sido a mais curiosa trapalhada envolvendo calendários e datações. Poderíamos fazer coleções delas – se nossa paciência assim o permitisse, em nosso breve tempo de vida. Enquanto isso, nosso velho amigo tiranossauro, extinto há 65 milhões de anos (aliás, 65,5 – esse meio significa quinhentos mil anos, vamos admitir, não é qualquer coisa), parece rir na nossa cara, com sua bocarra cheia de dentes fossilizados, indiferente às nossas crenças e tábuas e contas. Também, de um animal primitivo assim, o que poderíamos esperar?

Leia mais sobre curiosidades: A invenção da Santíssima Trindade

24 respostas para “O ano em que me queiras”

    1. Ainda bem que essa peça é falsa, senão iria virar objeto de idolatria, como foi a serpente de bronze; e poderia ter sido depois a arca do concerto.

      Por isso Deus escondeu o corpo de Moisés …

    2. Datas…

      Quando será que a humanidade vai poder dizer com precisão sobre acontecimentos “importantes”? Eu fico plantado no presente e cismado com o futuro! Se inventa demais! Muito conveniente, obrigar um sistema de coisas funcionar conforme o desejo de quem só enxergou o poder (minha família, até a décima geração não vai poder fazer uma viagem intergaláctica). É duro depender de convenções! Regras da física que podem ser contestadas em um futuro próximo. Vão querer resolver equações complicadíssimas para descobrirmos o que pode estar bem debaixo dos nossos narizes …
      A Física Quântica, multiplas dimensões… São quebra-cabeças que quero me distanciar, pelo menos nos próximos 200 anos! He he he

  1. Sim, mas o que eu quero dizer é que mesmo com margens de erros (e até mesmo erros) as diferenças não são tão grandes a ponto de afetar o quadro geral.

    …este sudário é falso como confirmado pelos testes.

    É o que eu penso, baseado na conclusão dos pesquisadores. Mas sempre há como confundir, no sentido de negar os resultados. Por exemplo, alguns religiosos lembram que o sudário passou por um incêndio (em 1532), e isso poderia mudar tudo. Também alegaram contaminação bacteriana, mas quando os especialistas consideraram essa possibilidade, concluíram que, para um erro de 13 séculos, seria necessária uma camada de bactérias duas vezes maior que a espessura do tecido, e isso também caiu por terra.

  2. Sobre as datações:

    lavas do vulcão Hualalai, no Havai, que não têm mais de 210 anos, mas deram idades elevadíssimas em milhões de anos pelo método hélio-argônio. (etc)

    Se os métodos de datação não funcionam, isso significa que a sua versão da idade das coisas também pode estar errada, não é mesmo?
    Mas você sabe que essas notícias são falsas, não é? A Geologia não trabalha assim. Ao contrário, ela dispõe de métodos cada vez mais precisos. Se fosse algo assim tão confuso, a ciência, em primeiro lugar, descartaria esses métodos, eles já teriam sido abandonados, seriam inúteis.
    Veja, por exemplo, a datação do carbono-14, utilizada para avaliar o tecido do Sudário de Turim, que supostamente teria sido o lençol que envolveu Jesus morto. As amostras foram enviadas a três universidades, a do Arizona, de Oxford e de Zurich, na Suíça. As medições apresentaram resultados divergentes, datando o linho entre 1260 e 1390 (uma margem de erro de 130 anos). Mesmo assim, não ultrapassa outro milênio, e com isso ficou demonstrado que o chamado Santo Sudário é um produto da Europa medieval, que a Igreja conserva como relíquia sagrada. (É claro.)

    1. O problema é esse, dificilmente métodos distintos com elementos distintos vão bater, ainda mais para datações tão longas. Como se a amostra estivesse numa redoma de vidro livre das diversas intempéries que a afetam.
      Contaminações por outros elementos são bem comuns, mas eles não comentam sobre isso e não consideram. Até radiações e meteoritos do espaço alteram a amostra.

      Para datações mais recentes como este do Sudário a precisão é maior, servindo o C-14. Portanto este sudário é falso como confirmado pelos testes. Apenas a ICAR insiste nessa versão ainda.

      Abçs.

  3. Certo, eu generalizei, é preciso fazer uma ressalva. Há links confiáveis, de universidades e instituições como as que você mencionou. Se eu quero saber algo sobre a origem do universo, por exemplo, procuro um link da Universidade do Rio de Janeiro, que oferece matérias assinadas por dois astrônomos responsáveis. O que não posso, quando quero saber sobre esse tema, é procurar um link de teologia ou de alguma instituição religiosa, pois sei que eles apenas vão negar isso, sem nenhuma base científica, e defender suas crenças milenares.
    Melhor assim?

  4. OK! então como vc mesmo diz “não tem valor nenhum” links da Science, Nature, AAS, PNAS, Jornal da Ciência da SBPC do Brasil …

    Vc é cético até para a ciência!

    Abçs.

  5. Caro Cícero

    Links não têm valor nenhum. Como você mesmo ressalta, cada um diz o que quer.
    Não há nada menos confiável do que um link. Todos nós, eu e você, podemos escrever na internet o que bem entendermos. Já pensou?
    Certa vez me enviaram um link (e eu entrei para conhecer) no qual se afirmava que havia sido descoberta uma ilha no Pacífico que ainda era povoada por animais do Cretáceo (dinossauros). Essa notícia surpreendente e devastadora só existe nesse… link.
    Uma pessoa nos escreve: “Tenho as provas de uma civilização extraterrestre, no planeta Vênus. Se não acreditam, vejam este link…”
    Também me enviaram um link no qual se afirmava que haviam encontrado provas da travessia do Mar Vermelho. Viu como funciona? O autor diz tudo o que quer dizer. Mas as provas…
    Não podemos convencer ninguém, ensinar ninguém (muito menos ensinar, que é uma responsabilidade maior) com… links.
    Abraços.

  6. Olá Perce,

    …o homem como somos hoje surgiu há cerca de 100 mil anos, no Paleolítico Médio. Era o chamado Homem de Cro-Magnon, que já é o Homo sapiens sapiens, ancestral de todos os humanos atuais. Isso, ainda na África.

    Segundo este link científico […] o homem surgiu no Oriente Médio a 125 mil anos e não na África.
    O artigo ainda diz que seria “consenso” que o homem teria surgido na África há 200 mil anos?
    Cada qual diz uma coisa!

    Mesmo que haja alguma margem de erro, ela é muito pequena e não alteraria muito o panorama geral

    Exemplos de medições discrepantes elevadas:
    – lavas do vulcão Hualalai, no Havai, que não têm mais de 210 anos, mas deram idades elevadíssimas em milhões de anos pelo método hélio-argônio.
    – A datação de lavas proveninentes do vulcão Kilauea, no Havai, que sabe-se que é recente, deu a idade de 22 milhões de anos, pelo mesmo método.
    – O método potássio-argonio deu 6 bilhões para diamantes no Zaire ou seja, mais velho que a própria Terra!!
    – Lavas basálticas provenientes das quedas de água do rio Colorado que eram de 150 mil anos e depois acharam 20 mil anos:
    Neste caso os geólogos utilizaram 4 métodos de datação diferentes, em diferentes amostras. As idades obtidas em milhares de anos foram: 8; 15; 16; 17; 19; 20; 23; 28. Concluíram que a idade das lavas é de 20 mil anos. (uma média!). Tenho os links.

    As diferenças são significativas e não pequenas.

    Feliz e abençoado 2012!

  7. Caro Cícero

    Assim, sabendo que há lacunas, não podemos determinar exatamente a idade da raça humana…

    Até onde sabemos, o homem como somos hoje surgiu há cerca de 100 mil anos, no Paleolítico Médio. Era o chamado Homem de Cro-Magnon, que já é o Homo sapiens sapiens, ancestral de todos os humanos atuais. Isso, ainda na África. A saída do continente africano se deu por volta de 60 mil anos atrás, quando os grupos humanos passaram a ocupar, aos poucos, o resto do mundo. Entre aproximadamente 43 e 38 mil anos atrás, surgem sinais de armas de caça, arpões, anzóis e agulhas de osso, o que permitia costurar roupas feitas de peles de animais. Nesse período também surgem adornos e o equivalente a joias toscas, colares de conchas, brincos de osso. Na Europa, há mais ou menos 35 mil anos, aparecem as pinturas nas cavernas. Há 28 mil anos, o Homo neandertalensis desapareceu. Era outra espécie humana, que convivia com o Cro-Magnon (ou pelo menos habitava a Europa ao mesmo tempo que ele). Parece estranho para nós, hoje, falar em uma segunda espécie humana, pois a nossa foi a única que sobrebviveu.
    (Até há algumas décadas pensava-se que o Homem de Neanderthal fosse também nosso ancestral, pois poderia ter se miscigenado com o Cro-Magnon. Mas não foi encontrado DNA do Neanderthal em nossas populações, e essa hipótese foi descartada.)

    Contudo, os 65,5 milhões de anos dos dinossauros, dependendo o método e o elemento utilizados nas datações, podem dar resultados bem discrepantes.

    Os sistemas de datação hoje são muito sofisticados, devido ao avanço das tecnologias. Mesmo que haja alguma margem de erro, ela é muito pequena e não alteraria muito o panorama geral.

    Abraços e aproveito para lhe desejar um ótimo 2012 (sem nenhum sinal da profecia maia, para a felicidade de todos nós).

  8. Exato, Jesus nasceu uns 6 ou 7 A.C., pois nasceu durante os dias de Herodes O Grande, que morreu em 4 A.C.

    Sobre a cronologia bíblica, de fato não podemos afirmar que o mundo tem exatamente 6 mil anos. Há boas evidências (até científicas) que a humanidade tenha mais de 6 mil anos. Mas há boas razões para se crer que as genealogias de Gênesis e outras do A.T. tenham lacunas.

    É melhor vermos essas genealogias como adequadas, gerais, ideais, mas não como cronologias COMPLETAS.
    Assim, sabendo que há lacunas, não podemos determinar exatamente a idade da raça humana ou mundo simplesmente pela soma de Gênesis.

    Contudo, os 65,5 milhões de anos dos dinossauros, dependendo o método e o elemento utilizados nas datações, podem dar resultados bem discrepantes.

  9. Amigo Perce:
    Gosto muito dessa história de datas, calendários … mas este texto me falou especialmente (rsrsrsrs).
    “O ano, 4004 a.C. Tudo começou num domingo, 27 de outubro, às nove da manhã, segundo ele. Sim, isso é que é precisão matemática, sem dúvida, embora algumas versões apontem para o 23 de outubro, às 15:30h. Mas não era bem um domingo de sol, se é que o pudéssemos ter visualizado assim. Ainda não havia o Sol”.
    De acordo com isso aí, tudo começou no dia do meu aniversário!!!! Tirando uma média entre 27 e 23, dá 25 de outubro, o dia em que nasci. Não é fantástico?
    Continue me mandando seus textos. Gosto muito!
    Abraço.

    Irene

  10. Gostei bastante do texto amigo.
    A propósito: 15h30 não seria o mais correto? Segundo o Tio Pasquale, as horas em língua portuguesa são escritas com h minúsculo – 14h, 15h, etc. E as horas quebradas com o h no meio, sem acrescentar m ou min como algumas pessoas fazem: 14h15, 15h30, etc. Essas dúvidas cruéis! Esclareça-me amigo!

    Grande abraço

    1. Não tão cruéis. A gramática nos dá opções. Podemos escolher entre 15h30 ou usando a palavra minuto abreviada como em 15h30min.
      Também é aceita a forma 15:30h, embora menos comum, porque utilizada em áreas específicas como anotações de voo, tíquetes, competições esportivas ou horários de programações na mídia em geral.
      Optei por esta última pela praticidade e porque poucos se lembram de usá-la.

      …sem acrescentar m ou min…

      Não, m não, pois é a abreviatura de metro.

      Outro exemplo, que você encontrará em meus textos: nomes de reis e papas, segundo a norma, devem ser seguidos de romanos: Henrique VIII, Pio XII. Mas prefiro arábicos, são mais fáceis de se ler. Portanto, o Papa Bento 16
      A língua se transforma gradualmente e sempre, conforme nós a utilizamos. A imprensa usa a palavra modelo no feminino (A modelo Gisele Bündchen…), embora o dicionário a registre como substantivo masculino. Mesmo que se trate de uma mulher, ela seria o modelo. Mas, com o uso, isso se transforma, e as próximas edições do léxico deverão aceitar essas mudanças. (Ah, e o trema permanece nos nomes próprios: Müller, Bündchen…)
      Vamos todos colaborar para tornar nossa língua mais simples e acessível. O império romano não existe mais, desde o século 5 (e não V). As gerações futuras vão nos agradecer.

  11. A História sempre sofreu com a interpretação dos fatos (a composição física do Universo, os acontecimentos terrenos, a participação do ser humano), mas considero a proposição de contar o tempo a mais arbitrária de todas. Claro que, hoje, com a precisão dos instrumentos modernos (relógio atômico, por exemplo) podemos determinar precisamente cada segundo (outro arbítrio?). Sempre recorro às imagens estáticas dos monumentos geológicos, como o Monte Fuji no Japão ou as Ilhas Malvinas no Atlântico, para mostrar que independente do período (dia ou noite) estão da mesma forma, sem dinâmicas observáveis. Pode-se argumentar que de tempos em tempos há modificações da flora e da fauna, mas aí estamos falando de seres vivos que têm sinais de modificações em seus ciclos e que continuam acontecendo sem depender da marcação que se instituiu. A divisão em dias e meses ajudam, sem dúvida, o processo humano sobre a Terra, mas o tempo, foi criado da forma, como o concebemos, pelo homem. Daí, a minha audaciosa proposição: o tempo inexiste. Mas, tenho que confessar que é a maior metáfora que já apareceu na Terra. Nossos escritos, prosa e poesia, vivem constantemente através de sua referência. Bem, são oscilações do pensamento que me atrevo a redigir, sujeitas a chuvas e trovoadas e, como tudo, sem muita resistência ao “tempo”. Perce, seus escritos continuam deliciosos. Que 2011 seja mais uma vez o palco de suas habilidades literárias. Grande abraço!
    Djalma Cano

  12. Adorei o texto, Perce. Mas confesso que vim atraída pelo título, achando que era alguma reflexão amorosa – tema que estudo 😉

    Aliás, quando tiver um tempo, passe no meu blog. Continuo com coisas sobre os filmes em cartaz.

    Feliz 2011 . Ou sei lá quando.

  13. A história da humanidade é mais nonsense quanto aquele mar com o leviatã. Impossivel de entender tantos erros fissurados em nossas ações ( e nas ações de quem começou tudo isso) e adcionado ao engrediente uma pitada de crenças pessoais, temos um bolo, esse bolo enconfeitado que fazemos há mais de 100 mil anos (6 mil para os cristãos) tem esse sabor meio amargo e meio doce (paradoxos…quem consegue viver sem eles?) e que a cada 01/01 nos permite adcionar alguns sabores… alguns tem o charme e a atração de Cleópatra e outros o nonsense Gregório.

    Meu Amigo Perce, seu texto está deliciosamente ótimo. Eu não sabia sobre Hégira 🙁

    Um fortíssimo abraço e um ótimo 2011 de racionalidade pura. 🙂

  14. Ainda tenho dúvidas no processamento da nota: só vale um ponto mesmo? Imagino que deveria ser de uma a cinco estrela; mas não consegui assim proceder; é mais provável que seja mesmo burrice minha.
    Enfim, a crônica acima está excelente; cristianismo, imposição religiosa (calendário, concepções sobre forma e conteúdos do mundo etc).
    Quem curte temas dessa órbita não pode deixar de ler Nietszche, sobretudo VONTADE DE POTÊNCIA (No Brasil tem sido traduzido “Poder”, o que não parece adequado).
    BOM 2011 PARA TODOS

    1. Caro Ary
      A nota mínima é a primeira estrela à esquerda. A máxima, a quinta estrela.
      Mas isso é o de menos. Obrigado por comentar e participar, isso é o que importa e enriquece a troca de ideias entre todos nós.
      Um ótimo 2011 para você também, meu amigo, e continue seu excelente trabalho com a UNID.

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