Perce Polegatto

Perce Polegatto

Perce Polegatto é professor na área de Letras, com especialização em literatura. A metalinguagem, a busca da ­identidade humana e o questionamento existencial são algumas das principais marcas de seus textos.

Um título para isto

Sempre essa miserável necessidade de ser amado por desconhecidos. Por uma legião de fantasmas que o julgam. O livro foi parar numas poucas livrarias, dois ou três exemplares em cada uma. São pontos de venda modestos, mal situados, pouco visitados,…

O otimismo dos honestos

O boato sobre a/o amante do doutor Aguiar, juntamente com os/as possíveis clientes envolvidos nas fraudes, já havia chegado ao Iraque. Paralelamente, corria a suspeita de que os tais documentos não assinados referiam-se a uma mesma pessoa, usando nomes falsos,…

Dos males, o verão. Parte 8

Qualquer homem se apaixonaria por ela Epílogo A miséria e a desgraça sempre existiram. A miséria e a desgraça sempre existiram. A miséria e a desgraça sempre existiram. Com tais palavras, comecei meu dia, repetindo-as metodicamente enquanto caminhava, tentando esquecer…

O diário de um morto. 5

Estas mesmas ruas podem ter sido pântanos fabulosos onde os dinossauros ruminavam ervas. Sempre o mesmo lugar. Quanto tempo?. Página 81. Inseto e luminária, longa caminhada, pântanos com dinossauros. Lia à luz da luminária quando um inseto minúsculo voejou rumo…

O sísifo da Rua Rocha

Enquanto isso, despertava, vestia-se, deslocava-se da precária pensão onde morava para o trabalho, contribuindo com a continuidade dos dias. Quando se deitava, percebia através das paredes a água vibrando macia dentro dos canos (que ele imaginava muito velhos) em direção aos reservatórios. Um ruído constante e quase secreto. Confundia as impressões que circulavam por seu sangue com esse surdo fluir dos líquidos na escuridão. E adormecia, sem entender.