
Invisíveis no intervalo
Ele a segura pelos ombros. Com carinho.
“Ana, sabe, posso te dizer?” Coragem. “Tenho muita saudade daquela noite.”
De frente um ao outro, mas já reativando uns passos lentos que os farão voltar à trajetória anterior – corredor da faculdade, percurso repetido do intervalo, quando de repente (com carinho, claro) ele a deteve.
“Que noite?”
Coragem. Não é uma grande tragédia afinal. Mas é como saltar de um penhasco. Sim, como se... Como, que noite?








