Categoria A seta de Verena

Se é que eu suportava alguém…

Nessa época, eu imaginava (quase sem querer, juro) algumas de minhas colegas passeando pelo escritório seminuas. Bem, bem. Coisas de primatas. Eu comecei motivado, entusiasmado, por que não? Atendia clientes ao balcão, dedicando-lhes o máximo de atenção e simpatia, conforme…

O escravo se diverte

Não posso negar que alguma vez também palpitou em mim um tesão de esperança pela mascote do escritório. Mas ela era tão magrinha, enjoadinha, irritadinha… Beethoven acreditava que os seres humanos eram todos iguais. Beethoven! Para estragar tudo, basta citar…

Esses homens…

O doutor Aguiar, notadamente um homem de talento. Podia passar da austeridade ao afeto, com pessoas diferentes, claro, como se acendesse uma lâmpada. Primeiro dia. O doutor Aguiar recebeu-me com tal disposição e tanta cordialidade que eu quase me convenci…

Eu era um adulto agora

Não estava apenas vivendo e passando pelos dias, como todos os que trabalhavam comigo. Eu não era um medíocre qualquer, era um medíocre especial: eu tinha um plano. Eu era muito jovem, não foi o que eu disse? E apertava…

A tudo, faltava um algo

Quem visse a fachada desse prédio animava-se com uma puta boa impressão. Mas a maioria das empresas é assim, com jardins que nos convencem. Eu trabalhava como escravo num escritório dito de advocacia, mas por onde circulava toda sorte de…

Eu, um mentiroso crônico

Perdi oportunidades. Rompi contratos. Sempre fui inoportuno e desastrado, porém, estranhamente, essas perdas nunca me incomodaram muito. Sou o que ninguém quer ser Tornei-me um mentiroso crônico e devo isso a Verena. Foi ela quem fez esclarecer parte de minha…