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Sonho 1664. Hotel em outro lugar

Não sou dado a sinais misteriosos ou aparentemente sinistros. Considero a realidade como ela se apresenta, com praticidade, sensatez – por vezes, até com bom humor. Agradou-me a primeira sala, onde se dispunham um sofá, mesa de centro, duas poltronas…

Lisette Maris. Caminhar, como faço agora (6/15)

Às vezes é preciso viver sem esperanças, sem esperanças mesmo, continuar. Caminhar, como faço agora. Crescer, fatalmente. Gosto de acordar muito cedo e flagrar as casas fechadas, dentro das quais as pessoas se encontram ainda na faixa nevoenta que separa…

Evolução dos ideais clandestinos

Mas por que esse pânico, que isso? Milhares de pessoas são cadastradas naquela arapuca. Basta trabalhar pela justiça. Basta denunciá-los. Basta ter consciência. E quanto aos que estão sendo torturados e mortos? Não pensou nisso? Então, podemos continuar sendo covardes?…

Eco, a cidade dos demônios

Esses tais demônios vinham de uma estirpe que fora gerada entre velhos espelhos de um sótão, assimilando desde cedo travessuras desse tipo, brincando de refletir uns e outros em cacos irrecuperáveis. Como parte da rotina e invariavelmente, qualquer morador podia…

Lisette Maris. Objetos que se movem (4/15)

  Minha mãe, como os outros, impressiona-se muito com esses truques vagabundos que não nos ajudam em nada. Ela me abraça como há muito não faz, realizada e nervosa, contagiada pela euforia reinante, com o veneno do triunfo. Um casal…